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O
inverno de 2001 foi triste para o reggae do interior paulista, pois
coincidiu com o fim de duas bandas que ajudavam a difundir o estilo
na região. Mas o ocaso dessas bandas não deixou como
herança apenas a história e a bandeira de incentivo
ao rítmo jamaicano, deixou também marcas profundas de
amor à música em seus integrantes. A primavera não
tardaria a chegar e, incentivados pelo sopro de ânimo que a
acompanha, alguns dos remanescentes se reorganizaram para continuar
a fazer o que mais gostavam: tocar reggae. Montaram um repertório,
arranjaram lugar para ensaiar e logo estavam tocando em bares, clubes,
festas e festivais pelo interior de São Paulo e Minas Gerais.
Daí para as composições próprias foi um
pulo e na primavera de 2003, eles estavam entrando no estúdio
Sincopa, em Campinas/SP, para gravar o primeiro álbum que,
devido à falta de dinheiro, oriundo apenas das apresentações
da banda, foi ficar pronto só no outono de 2005 e seria lançado
só no inverno daquele ano. Ainda em 2005, a procura de mais
espaço para mostrar sua música, a banda produziu, em
parceria com os amigos da Escena Brasil, o primeiro videoclipe. A
música escolhida foi Olhos Cegos , uma das 12 composições
próprias do CD, que conta ainda com mais dois bônus:
uma versão dub de Homem Clichê e uma versão ska
de Kinky Reggae, um clássico dos Wailers.Agora, 2007 é
o ano de produção e gravação do segundo
disco. Algumas música já são tocadas nos shows.
João Rodrigo, Bruno Padovese , Ronaldo Lima , Fernando Epiphanio
e Fabio Nori têm como principais influências o reggae
jamaicano dos anos 60/70, o ska britânico two-tone dos anos
70/80, além de um pouco de rock e música brasileira. |