Conheci
o nome de Bob Marley no ínicio dos anos 80.
Não sabia o que o Reggae representava para mim. Continuava no
meu velho rock.
Passado algum tempo, surgiu no Brasil uma música que me chamou
bastante atenção e pé de ouvido ligado. A música
era "No Woman, No Cry", letra traduzida por Gilberto Gil.
Ficava cantarolando: Quando eu me lembro, a gente sentado ali, Na grama
do aterro sobre o sol..." Mas, não sentia nada de reggae,
talvez porque a letra estivesse sendo cantada por um músico nacional,
até então continuava com o Rock.
Passou um tempo, e estava eu lendo uma antiga revista chamada POP, e
vi, lá naquela página uma foto do BOB, em preto e branco,
brincando de bola com uns musicos nacionais entre eles; Alceu Valneça,
Chico Buarque, Humberto Vianna, etc. E terminei me cedendo a este talento
"estrelar".
A partir daí, corri a uma loja de disco (Long Play mesmo!) e
encontrei um vinil bárbaro chamado Rastaman Vibration e comemcei a ouvir. Meu Deus! parecia que uma onda de Som invadia meu
corpo e minha mente. E não parei mais de gostar de Bob Marley.
Comecei a ouvir os seus discos. até que dois ou três meses
depois a noticia veio como um relâmpago; BOB MORREU!, o mundo
do som veio abaixo, e os meus discos se tornaram o rítmo, para
sempre dentro de mim. É como se suas músicas estivessem
dentro do meu sangue, e colada na minha alma. E foi Bob para o lado
do senhor.
Pensava eu que o reggae fosse esquecido pelo seus devotos, mas que nada,
o reggae cresceu, e tambem os meus conhecimentos sobre a filósofia,
a cultura e principalmente o conteúdo de suas letras.
Cacau Palmeira |